Tudo o que você precisa saber sobre o JR Pass – o passe de trens do Japão

JR Pass: vale ou não vale?

“O JR Pass vale a pena?” Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está começando a planejar uma viagem ao Japão. O passe, na modalidade mais barata, acaba custando algo em torno de mil reais – um valor considerável, já que ainda temos que calcular o valor das passagens, hospedagem, alimentação, passeios e etc.

Para responder detalhadamente essa pergunta e outras questões importantes sobre o uso do passe, aqui vai um guia completo!

Cara de alegria de quem viaja na janelinha 🙂

O que é o JR Pass?

Com o passe em mãos, turistas estrangeiros podem fazer viagens ilimitadas de trem, incluindo trens-bala (shinkansen), ônibus locais e outros sistemas de transportes operados pela JR – Japan Railways, durante um período de 7, 14 ou 21 dias.

Quem pode usá-lo?

Somente estrangeiros que vão ao Japão como “temporary visitors”, ou seja, como turistas. Japoneses só podem fazer uso do passe se comprovarem que residem no exterior há pelo menos 10 anos.

Quanto custa o passe?

Considerando passes para adultos em “ordinary car” (o tipo mais barato), o JR Pass de 7 dias custa 29.650 ienes, o de 14 fica 47.250 e o de 21 dias sai por 60.450 ienes. Para facilitar a conversão, desconsidere os dois últimos algarismos para obter um valor aproximado em dólar.

Vale a pena comprar o JR Pass?

Isso vai depender do seu roteiro de viagem. Se você ficar só em Tóquio e arredores, já te digo que não vale. Mas o JR Pass vale muito a pena na hora de pegar trens-bala, já que as passagens não são baratas. Partindo de Tóquio, a viagem em shinkansen de ida e volta para Kyoto custa por volta de 28.000 ienes, quase o preço do passe de 7 dias. 

Claro que é sempre bom analisar caso a caso, pois existem outros meios de se deslocar pelo Japão, dependendo do destino. Nessa semana, junto com um cliente, criei um roteiro no qual valia muito mais a pena fazer trechos de ônibus, já que o tempo de deslocamento seria menor pois não seria necessário fazer trocas de trens. Resultado: viagem mais barata e confortável. 

Vale ressaltar que nem sempre vai ser possível de chegar de shinkansen nos lugares. Dependendo de onde você for, será necessário pegar um trem local ou um ônibus e pagar tarifas extras caso sejam operados por outras companhias, como acontece quando vamos para Hakone ou Kawaguchiko – destinos populares de onde podemos ver o majestoso Monte Fuji.

A minha dica é pesquisar sobre os acessos de cada cidade do seu roteiro no Japan Guide e fazer pesquisas de rotas no Hyperdia, sistema abastecido com os horários e itinerários de todas as companhias de trens do Japão. Se aparecerem muitas baldeações e se o trajeto for muuuito longo, é bom considerar outras alternativas.

O passe vale para todos os trens-bala?

Não. O passe só não é válido para os trens do tipo Nozomi e Mizuho (os mais rápidos), mas cobre todos os outros shinkansen. Além disso, pode ser usado nas linhas de trens locais da JR, ônibus locais e na balsa de Miyajima. 

Olha ele aí! Esse é apenas um dos diversos modelos de trens-bala do Japão

Onde comprar o JR Pass?

É altamente recomendável comprar o passe fora do Japão, antes da sua viagem. Até o começo de 2017, na verdade, essa era a única opção. Até março de 2021 será possível comprá-lo em algumas estações credenciadas da JR no Japão, mas o valor é mais alto e a quantidade disponível de passes é limitada. Então, seja um viajante preparado e planeje a sua compra com antecedência!

No Brasil, uma das agências credenciadas para a venda do passe é a HIS Brasil Turismo, que é uma das maiores organizações de turismo no Japão. Eles oferecem desconto para meus leitores em serviços como aluguel de pocket wi-fi, reservas de hotéis, transfers, entre outros. O passe tem valor tabelado no mundo todo, mas a vantagem de comprar lá é poder pagar com cartão de crédito (muitas outras agências aceitam apenas via depósito bancário) e ainda parcelar em até 3 vezes! 

Mencionando a indicação do blog, você não pagará um centavo a mais, mas me ajuda a produzir mais conteúdo com mais dicas bacanas! <3

Basta entrar em contato pelo e-mail sao-lazer@his-world.com e mencionar que acompanha o blog Peach no Japão. Ou, se preferir, basta preencher o formulário ao final do post para solicitar uma cotação 😉

Comprei o passe. E agora?

Na verdade, ao realizar a compra, você recebe um voucher (exchange order) – não é o JR Pass em si. O voucher deve ser trocado no Japão pelo passe, em um posto designado da JR. Não esqueçam o voucher em casa, pelamor! Sem ele, não é possível efetuar a troca.

Onde troco o voucher pelo JR Pass?

Em Tóquio, a troca pode ser feita nas seguintes estações da JR: Tokyo, Ueno, Shibuya, Shinjuku, Shinagawa e Ikebukuro. Ou mesmo nos guichês da companhia no Aeroporto de Narita ou Haneda, logo que você desembarcar. Veja lista completa de pontos de troca aqui. Isso pode ser feito logo antes da primeira viagem com o passe ou com antecedência – o que é recomendável. Você precisa apresentar o passaporte e informar o funcionário qual será a data de início de uso do passe.

Como usá-lo?

Essa parte é fácil! Chegando na estação, procure as catracas da JR. Você deve mostrar o passe para um dos funcionários, que sempre ficam num balcão no canto, seja à esquerda ou à direita das catracas. Ele vai conferir o passe e liberar o seu acesso à plataforma. Se estiver em um ônibus da JR, mostre-o ao motorista antes de descer.

Dentro da estação, apresentamos o JR Pass para os funcionários que ficam ali na cabine lateral

Como os dias de uso são contados?

O horário da partida não é levado em consideração para calcular a data de validade do passe. Ou seja, se você pretende começar a usá-lo no dia 10, você poderá usá-lo até a meia-noite do dia 16 (7 dias corridos, considerando o JR Pass de 7 dias), independente do horário que você tomou o primeiro trem. O melhor, portanto, é começar a sua viagem de manhã cedo, para poder aproveitar ao máximo.

É necessário reservar assento nos trens-bala?

Em sua grande maioria, os shinkansen possuem vagões com assentos reservados e não-reservados. Nesse caso, não é obrigatório reservar – basta entrar em um dos vagões de assentos livres. Já viajei uma vez dessa forma e foi tranquilo. Só que, dependendo da época e do horário, pode acontecer do trem estar lotado e de não ter nenhum assento livre – imagina passar 3 horas de viagem em pé? Isso acontece muito durante a Golden Week, o feriadão prolongado dos japoneses, que vai do fim de abril a começo de maio.

Outra questão é que existem alguns poucos trens que possuem APENAS assentos reservados. Isso eu descobri quando fui pegar o trem-bala de Tóquio a Kanazawa e não encontrava de jeito nenhum as marcações na plataforma que indicavam os vagões de assentos livres. Levei um tempo para descobrir que não poderia embarcar sem o bilhete com assento demarcado, então fui correndo para o guichê para conseguir um. Por sorte, tinha chegado na estação com uma certa antecedência, senão teria perdido o trem e teria que ficar esperando uma hora pelo trem seguinte. Depois desse mini-susto, agora só viajo com assento reservado!

Como fazer as reservas de assento de trem-bala?

Tendo o JR Pass, não é preciso pagar nenhuma taxa extra para reservar os assentos. Nas bilheterias das estações JR (ticket office) é possível emitir com antecedência todas as reservas da sua viagem. Basta informar seu itinerário ao funcionário e escolher o horário do trem. Ou, se quiser ir com tudo pronto, é possível consultar a programação de trens no site Hyperdia e chegar na bilheteria com tudo mais certinho. O único problema é que, fazendo a reserva antes, podemos ficar com a programação um pouco amarrada. Vai que você acaba amando a cidade em que está e queira ficar mais umas horinhas… Outra opção, nesse caso, é chegar na estação e emitir a reserva apenas para a viagem seguinte. 

Reservei assento e perdi o trem. E agora?

Você não será penalizado, mas aquele assento não ficará disponível para ninguém já que no sistema consta que ele estará ocupado. Então, se mudar de ideia antes de embarcar, seja legal e avise um guichê da JR.

Green car x ordinary car

Os shinkansen possuem essas duas categorias de vagões e, por isso, temos o JR Pass comum e o Green. O Green Car oferece mais espaço para as pernas, as poltronas são mais confortáveis, tem tomada para cada assento e o serviço de bordo é mais bacana. Mas, sinceramente, viajar de ordinary car já é uma super experiência! Estão sempre limpíssimos e suas poltronas são muito mais confortáveis que as de avião. Alguns modelos de trens têm tanto espaço que é possível deixar a mala na frente das pernas, encostada na poltrona da frente (ok, eu sou petite, mas mesmo assim é confortável).

O JR Pass Green é indicado em alta temporada, como na primavera e na Golden Week (fim de abril/início de maio), em que sabemos que os trens estarão lotados. Por serem mais caros, as chances de encontrar assentos livres nos vagões green é maior.

Interior de um trem-bala no vagão comum

Ufa! Depois desse textão, espero ter ajudado vocês 🙂
Veja aqui outros descontos que a HIS oferece aos meus leitores!
E, se você estiver planejando sua viagem ao Japão, que tal dar uma olhada no meu serviço de consultoria? Posse te ajudar nos preparativos! 😉

Cotação do JR Pass e pocket wi-fi com a HIS Brasil Turismo:

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