Speech contest da escola KAI: discursando em japonês para 200 pessoas

Março foi super corrido e por isso o blog ficou desatualizado esse tempo todo :-/. Mudei de apartamento, tive muitas provas na escola de nihongo, além de várias atividades que a própria escola propõe.

Umas delas foi o speech contest (que os japoneses chamam de supiichi kontesuto :P), que rolou no meio do mês. Esse é um evento que a escola organiza todo ano e, de cada classe, um aluno é escolhido pra falar no palco. Na minha classe, pouquíssimos estavam a fim de participar e eu, vendo que essa era mais uma chance de eu praticar japonês, pensei “por que não?”. Aliás, esse é um pensamento que tem me motivado todo esse tempo. Por que não bater um papo com alunos do colegial de uma escola em outra cidade no Japão, por que não começar a produzir vídeos sobre Tóquio, por que não encarar uma trilha noturna de 7 horas pra ver o amanhecer no Monte Fuji… Tudo tem sido tão produtivo que eu não tenho pensado duas vezes antes de falar SIM! Mesmo correndo o risco de pagar um micão no palco rs.

Por isso topei fazer um discurso em japonês (lembrando que eu tenho um nível pré-intermediário – não é lá grandes coisas), que durasse entre 3 a 4 minutos, num auditório, com a presença dos alunos, professores e funcionários da escola. Para me preparar, vi os discursos dos vencedores dos anos anteriores e aí sim me bateu “mmmm, ok, onde foi que eu fui me enfiar?”. Mas as minhas professoras e meus amigos me ajudaram com meu texto e me deram tanto apoio que eu nem hesitei mais. E, no final das contas, me empolguei tanto que tive que cortar uns 2 minutos do meu primeiro rascunho.

Falei dessa dualidade de ser brasileira/japonesa ou japonesa/brasileira. Falei em como foi difícil lidar com a mentalidade japonesa dentro de casa quando era mais nova e de como passei a entender melhor meus pais depois que comecei a estudar japonês. E que, depois de ter vindo pra tão longe, tive a surpresa de descobrir um lado brasileiro da minha mãe, quando soube que ela usa sim a palavra “saudade”. E de como eu fiquei feliz em saber que ela usou essa palavra pra falar de mim 🙂

Não ganhei nenhum prêmio no concurso, mas fiquei muito feliz de ter participado e encarado o palco!

noname-2 noname Todos os 16 participantes, a diretora da escola (do meu lado esquerdo) os jurados e um dos coordenadores

E aqui vai o vídeo – com esse sotaque sotaque brasileiro, quero enganar quem? rs

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